D. Afonso Henriques – Condado Portucalense
No final do século XI é criada uma nova entidade política: o Condado Portucalense.
Afonso VI, imperador da Hispânia, doa a sua filha Teresa, por altura dos seus esponsais com Henrique da Borgonha, o território de Coimbra até ao castelo de Lobreira, na Galiza, incluindo a Terra de Santa Maria, toda a terra de Lamego e de Viseu, acrescentando também a terra que os mouros possuíam, desde que a conquistasse e a acrescentasse ao seu Condado.
Em 1112, o Condado Portucalense passa a ser governado por D. Teresa, mulher e viúva que enfrenta grandes desafios, superando-os graças aos seus talentos e sagacidade, e ao auxílio de um bom grupo de nobres da sua Casa.
Intitulando-se rainha em 1117, D. Teresa encontra-se na vila a que chamam de Feira, situada extramuros do seu Castelo, onde faz doações a poderosos daquela Terra de Santa Maria pelos serviços prestados na defesa da cidade de Coimbra, aquando do cerco dos almorávidas.
A rainha D. Teresa, tal como seu filho, o jovem Afonso Henriques, encontra-se no meio das disputas e jogos pelo poder, promovidos pelos grandes senhores do Condado e algumas famílias galegas que vão originar confrontos armados, produzindo mudanças de autoridade no território.
Após a batalha de S. Mamede, a 24 de junho de 1128, a rainha perde o governo para seu filho Afonso Henriques, passando este a representar um novo domínio e uma nova soberania: a autonomia do Condado perante o reino leonês.
